domingo, 22 de maio de 2016

"Palinha" do meu romance: CONTRAMÃO

Gente amiga, aí vai mais um pedacinho do meu romance:
"Contramão"

Republiquei devido ao comentário lindo que recebi da minha amiga (e leitora assídua dos meus livros e poesias): 
Claudia Santos
Amiga, Fátima Fatuquinha Abreu, finalmente encontrei tempo hoje para ler seu livro "Contramão". Adorei a leitura. Adorei também as considerações finais. Uma história surpreendente, que vale a pena ser lida. Obrigada amiga, por compartilhar sua sabedoria Beijão.
"A vida é coberta de enganos.
Temos que ter discernimento para perceber isso.
E fazer valer a lição passada anteriormente.
Mudamos o futuro todos os dias em cada amanhecer.
Existem pessoas que vão na Contramão da vida:
Enquanto uns caminham para evoluir moralmente,
com benevolência, tolerância, paciência e caridade,
outros insistem em navegar contra a maré e ficar na
inércia do erro.
Fátima Abreu "
se sentindo encantada.

                               **************




...Quando estavam quase chegando ao Rio, a  chuva caía forte e os motores do jatinho deram uma pane.
O piloto disse seriamente:
- Vou ter que fazer um pouso de emergência, em algum descampado próximo. Segurem-se.

Layla tremeu na base. Segurou a barriga num ato de segurança para o bebê que carregava.
Seu pai abraçou-a forte tentando acalmá-la.
O jatinho desceu aos ‘troncos e barrancos’ com muita dificuldade, num campo de futebol.
A fumaça saía do táxi aéreo.
O piloto abriu a porta para que todos saíssem o mais rápido possível, pois havia risco de explosão.

Layla lembrou então de quando era criança, dizia sempre que havia viajado de avião para todo mundo.
Até nos sonhos noturnos, ela murmurava sobre estar num avião.
Seria lembranças de uma vida passada, e tudo se repetira agora?
De qualquer jeito, o susto a fez passar mal.

Gustavo não sabia onde estavam, entretanto, sabia que teria de levar a filha o mais rápido que pudesse a um hospital, pois Layla começava a ter dores e a bolsa havia estourado. Seria um parto prematuro, então mais cuidado teria de ter...


O piloto já havia tomado iniciativa, e correu pelos arredores, para saber certo com alguém, a localidade e como poderiam achar um hospital próximo.

Voltou dizendo que estavam no município de Petrópolis.  
Um senhor na beira da estrada, que vendia bananas, ofereceu sua Kombi para levá-los até a cidade.
Eles aceitaram de imediato.
E assim, ao chegar à Casa de Saúde e Maternidade, Layla, foi logo levada para um leito, onde ficaria até ter a dilatação necessária para o parto normal.
Gustavo fez o registro enquanto a filha desaparecia pelo corredor numa  maca.
Ela teve todo o acolhimento necessário, ainda mais, sendo uma Casa de Saúde particular.
Nessas horas, ter dinheiro como seu pai tinha, fazia a diferença...
Em menos de uma hora a menininha nascia.

Layla encantada com a filha, que até agora não tinha nome, lembrou-se então do nome Zia.
Três letras somente, como Eva.
Quando era bem pequena, ainda aprendendo sobre as letras do alfabeto, um dia perguntou para sua mãe:
- Mamãe, por que quase a gente não vê nomes com a letra ‘Z’?

- Não sei, Layla. Acho que são poucos mesmo, e os que tem, não agradam muito às pessoas... Veja para homens: Zoroastro, Zacharias, Zaqueu... E para mulheres: Zoraide, Zaíra, Zuleide, Zulema... São nomes que não se usam mais. Perdidos no tempo!

- Um dia, quando eu crescer, e se tiver uma neném, vou colocar o nome que vi num filme da TV: Zia. Ah, tinha também a Zoe, porque o filme era sobre gêmeas. Mas, gostei mais da Zia, ela era a gêmea boazinha...

A mãe deu um beijinho no rosto e concordou:
- É um lindo nome, filha.

Layla tinha que ficar mais um dia na maternidade.
Seu pai  procurou uma pousada para tomar um banho, comer e passar a noite em Petrópolis.
Antes porém, ligou do celular para Milena, no Rio:
Contou  tudo que havia acontecido, e tranquilizou seu espírito de mãe aflita.
Depois, ofereceu uma passagem ao piloto de volta para o Rio. Entretanto, ele recusou:
Já havia pedido que a empresa de táxi aéreo viesse recolher o jatinho e consequentemente, voltaria de carona com a equipe de resgate.

No dia seguinte, depois do café da manhã na pousada, Gustavo foi direto para a maternidade, visitar filha e neta.
Passou-se o dia todo, e lá pelas 19:00 hs, dois médicos apareceram para avaliar mãe e filha.
Tudo estava bem, e receberam alta.

Layla então arrumou Zia com a roupinha escolhida que guardara na bolsa: Toda em azul marinho e branco, parecendo uma marinheirinha...
Pegou a bebezinha no colo (ainda meio sem jeito), e saiu com Gustavo da maternidade  toda feliz finalmente!
Dessa vez, foram para a rodoviária e pegaram um ônibus para o Rio.
A vida tornara-se repentinamente mais ‘florida’ para Layla...


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