domingo, 12 de novembro de 2017

Dinâmica: Vc não existe se não estiver nas redes sociais?


 
 
 

Baseado nesse vídeo, mais uma dinâmica da IP e seus convidados.
Estar nas redes sociais é tão importante assim?
O indivíduo não existe para os demais se não for encontrado na web?
Será que o ser humano precisa ser catalogado dessa forma?
Antigamente não existia web e todos interagiam da mesma forma.
Caso quisesse conhecer mais a fundo alguém, bastava começar uma conversa.
Isso se perdeu?
Ficou para segundo plano, o papo, a conversa fora?
Agora vamos às opiniões:


J Davi Miguez (convidado)



                  Eu não me sinto excluído, pois, quando preciso (tratar um assunto especifico) ou quero (estar e falar) com uma pessoa, eu ligo ou vou à casa da pessoa, (sei de distância, custo de deslocamento ou até falta de tempo);  Assim sendo, na verdade, a pessoa que só está nas "REDES' é que fica se excluindo da convivência comigo.
                 Quanto ao vídeo: O terror não é, "NÃO ESTAR, E SIM, SÓ ESTAR". As pessoas estão tão viciadas que esquecem os momentos:
                   -As pessoas estão em uma reunião: Parentes ou amigos, mas, não aproveita o momento  porque estão ligados nas "REDES".
                   -As pessoas vão a um show ou passeio, e não curtem aquele momento: Porque estão mais interessados em fotografar e postar. Aquele momento não volta mais, nem na lembrança, pois elas não estavam lá!
                    -As pessoas estão em um lugar de onde podem apreciar o nascer ou o por do sol, o céu com sua pintura exclusiva que a natureza fez para as pessoas, contudo, elas não apreciam nem aproveitam para relaxar e recarregar as energias. Novamente, estão mais interessadas em fotografar para postar.
                     -As pessoas em vez de saborear sua refeição, vão tirar fotos dos pratos para postar, quando finalmente vão comer a comida, já está fria, não tem o mesmos sabor e o apetite passou.
                     A internet e as redes sociais, são muito importantes (eu adoro), e acho que estão usando mal, essa tecnologia de conhecimento e comunicação.
                     Então, essa é minha opinião e em hipótese nenhuma, quero interferir nas vidas das pessoas, pois para mim, não existe nada mais sagrado do que as liberdades, desde que não afete os outros. 
                 

Nandinha ( Maria Fernanda Freitas, Nutricionista)

Como vivem os desplugados das redes sociais por opção? Vivem muito bem! Afinal, consideram “estranho”, o comportamento das pessoas de colocarem em público informações pessoais.

— É assustador! O risco é muito grande e não compensa os benefícios.
____Eu tenho contas nas Redes, mas, tento me preservar ao máximo!
Confesso que já tive alguns aborrecimentos.
E não gosto das "Fofocas virtuais", porém, tem algumas vantagens em estar conectados:
Eventos Culturais, algumas notícias que perdi, pois, não pude ler nem assistir aos jornais, os aniversários de amigos,  Livros online e etc!

___ Uso o Email por causa do trabalho, entretanto, não me importaria de repassar planilhas por telefone convencional, rsrs...

No resumo geral, eu largaria tudo sem pensar duas vezes: Ainda mais, se fosse para preservar a vida emocional, e voltar a me sentir livre em todas as formas!

___ Mas, enquanto meu Príncipe Desplugado não aparece, vou curtindo uma coisinha aqui e outra ali, e mantendo o total controle da minha máquina! lembrando que devo ter disciplina, regras e auto controle sempre!
Um BeijoO !!!


Eu, Fátima Abreu (escritora independente)

 Eu antes era uma anônima. Hoje, faço parte de uma web global. Todavia, sempre a mesma.
O fato de estar conectada com o mundo, não muda quem sou.
A Internet facilitou minha vida como autora, para divulgar meus livros, blog e contos, também as poesias, crônicas e artigos. É minha vitrine.
Mas, não considero quem queira estar fora desse mundo virtual uma pessoa estranha.
Entendo quem se mantém longe de tudo isso. Até admiro!
No meu caso, sem a web ficaria difícil mesmo.
Assim me mantenho aqui, além de fazer minha divulgação, leio, assisto filmes e séries (que amo), tomo noção do que acontece com o resto do globo terrestre, e acesso sites que me acrescentem de alguma forma, intelectualmente e espiritualmente.

Contudo, quem não faz uso da internet, tem outras possibilidades como a TV, e livros, museus, galerias, cinema e teatro. Já eu, pouco saio de casa para diversão: Gosto de praia e cinema, mas, nem sempre tem como ir...
Assim, a web torna-se minha companheira nesses assuntos, e navego (ou viajo) nisso tudo, por aqui...
Posso ir de Maricá, RJ, até as pirâmides do Egito em um clique do meu mouse... Ou visitar o macrocosmo e o microcosmo. Agora, cada um escolhe o que quer para si.
E estar no anonimato, deixa a pessoa um tanto segura quanto a golpes de Internet. Talvez por esse motivo, muitos queiram isso.
Mas, nunca trataria alguém como um alienígena ou criminoso, por estar fora das redes sociais!
Nesse vídeo, tudo parece meio que surreal...
Concluo da seguinte forma: Eu escolho o que me convém, você leitor também.


Fábio Wellington Mello (Psicólogo)


Bem Fátima, eu acho que quem usa as redes sociais, não se acostumam mais com pessoas que tem também a liberdade de não quererem usá-las.
Eis ai a palavra liberdade: Cada um, escolhe pra sua vida, o que quer. E também, a pessoa não precisa enlouquecer porque a outra não se comporta do modo como ela quer. Beijão.


Marcos José (Juiz de Paz)

Sobre o vídeo da enquete:

Uma forma divertida e até mesmo caricaturada, sobre redes sociais e as pessoas que vivem se expondo nelas.
Eu continuo achando que as redes sociais são excelentes formas de exposição sim;
Mas, positivamente para quem tem bom senso, afinal, as redes sociais foram feitas para sabermos usar com inteligência e estratégia, para que possamos tirar frutos delas.
Devemos usá-las ao nosso interesse e não ao contrário.

Quem sabe usar as redes sociais nunca se traem ou se sabotam. Elas foram feitas para que as pessoas  tirassem proveito delas.
É lógico que há muita gente despreparada e que acaba se expondo de forma inconveniente e completamente desinteressante. Acabam por  serem ridicularizadas pelas suas próprias “cartarzes temperamentais”...

Sempre falo que a pessoa equilibrada tira proveito, e vários ganhos ao usar as redes.
Afinal, um bom marketing pessoal e estratégico nunca fez mal a ninguém! Sempre dá um “gás” nos negócios.
As pessoas que não sabem usá-las, geralmente estão fadadas ao descrédito e escárnio alheios.
Ah, e sobre a pessoa que não usa nenhuma rede social e se recusa a sequer ter um whatsapp, pode ter a certeza que ela não quer expor um lado obscuro... Rs...



Delonir Cavalheiro (Açougueiro e poeta)

Existe vida além das redes sociais?

     E como existe! A interação social através de veículos como internet, em suas redes sociais, não é uma vida propriamente dita: Não passa de interação.
     Mas, para mim, a verdadeira vida social é o antigo e bom olho no olho; Quem não está nas redes sociais na minha opinião, nada perde.
Talvez não tenha 1000 amigos, contudo, os que tem, estão verdadeiramente próximos.
Amizade não é ter 1000 amigos curtindo suas fotos ou suas postagens, e sim, ter pessoas próximas de si, que amem ser sua companhia, e estar na sua presença.
     Ter álbuns de fotos guardadas e mostrar à poucas pessoas, e essas mesmas pessoas gostarem do que veem e dizem pessoalmente, isso é verdadeira amizade.
     Então, existe fora das redes sociais sim.
É uma vida produtiva, livre do ócio da internet e suas redes sociais.
Para quem gosta é muito bom. Mas nem todos "curtem"curtir nas redes.

A rede social é um instrumento que promove o ócio, inibe a atividade social e cria pessoas retraídas socialmente, e que nas redes estão/possuem mascaras extrovertidas: Sentem- se poderosas e inatingíveis...
Não falo mal aqui da tecnologia, pois ela não é má, mau é o uso dado a ela.
Não esqueçam: "A rede social aproxima quem está longe, porém, afasta quem está próximo"
Existe vida sim, além das redes sociais.
Experimentem uma semana sem as redes sociais, vocês vão se surpreender!

Abraços:
Delonir Cavalheiro



Diálogo entre Fátima Abreu e Sílvio César (membro da IP) sobre a dinâmica:

Eu:
- Aproveitando que o Sr. está acordado, qual sua opinião sobre a dinâmica?
[14:54, 12/11/2017] - É que não é nenhuma polêmica que a gente toma um lado da discussão 😂
 É nossa realidade 😬!
[14:55, 12/11/2017] - Se não fosse o whatsapp e o twitter, você nem seria encontrado...
[14:55, 12/11/2017] - Eu sou desse tempo, que não tinha nada disso!
E no meu caso, é só nostalgia.
[14:56, 12/11/2017] - Ué, eu também...
[14:56, 12/11/2017] - A vida tá diferente
[14:56, 12/11/2017] - Mas, uso hoje em dia das redes, da web em si... Sim, está tudo muuito diferente! Bem, me diga porque tenta se manter longe do facebook, por exemplo...?

[14:57, 12/11/2017]- No Facebook a gente dá o controle de nossa vida para outras pessoas, é meio bizarro isso...
[14:58, 12/11/2017]- Ah, sim... e você prefere se manter mais incógnito...
[14:58, 12/11/2017]- Você vai em um lugar, nem precisa contar pra ninguém que foi, porque alguém tira uma foto, e você nem percebe. Depois aparece lá no fundo ,e ainda marcam você! Todo mundo fica sabendo 😂 Privacidade zero!
[14:59, 12/11/2017] - Rsrs, pior que é... Então você acaba de responder sobre a dinâmica!

[15:00, 12/11/2017]- Não é bem isso, tira um pouco da graça das conversas, e depois você vai contar pra alguém. de um passeio legal que você fez , e a pessoa já sabe porque viu no Facebook 😂
[15:00, 12/11/2017]- Isso também é verdade, e já vi isso com amigos e família.
[15:01, 12/11/2017]- Tipo não existe mais novidade. Todo mundo sabe a sua vida... É um assunto bem complexo, né.
[15:02, 12/11/2017]- A não ser quem nada fala de si, e só posta fotos, vídeos e cards de outras coisas...
- Mas por outro lado, existem os WhatsApps da vida, que tem bastante utilidade... E por isso, não dá para ser totalmente contra a modernidade...
[15:04, 12/11/2017]- Concordo. E se não fosse isso, agora você nem estaria falando aqui a respeito... E vai para o blog tudo isso...


Lílian Furtado (advogada)

Dinâmica sobre a questão da necessidade de se estar nas redes sociais:

Eu entendo que as pessoas vivem hoje em dia, dentro de um mundo virtual e se esquecem de viver a realidade.
Pior do que isso: Acreditam que todas as demais pessoas também vivem nessa redoma, nesse mundo de "faz de conta que se é feliz o tempo todo".
E quem não participa das redes sociais, se transforma em uma espécie de ET ou coisa parecida, que não vive na sociedade.
Particularmente, eu acho uma lástima que as pessoas deem tanto valor às redes sociais e se esqueçam de viver à realidade: Com quem está ao seu lado, como é o caso da moça do vídeo, que acredita que o seu namorado tem algum problema grave, só porque o rapaz não se interessa em estar em redes sociais.
Eu penso que nada supera à realidade, e que os nossos momentos mais felizes não precisam de plateia.
Infelizmente a regra é parecer feliz e chamar atenção para si.
Pessoalmente esse modo de viver não me interessa, e o meu relacionamento só diz respeito a mim e ao meu parceiro.
Quando achar pertinente, eu revelo a nossa relação, mas, a minha intimidade não interessa a ninguém; Pois, não quero e não preciso da aprovação de ninguém, para ser feliz. Entendo que devemos ser mais do que parecer.



* Só para ilustrar: Tempos atrás fiz essa poesia que cai dentro do tema da dinâmica desse final de semana:

Tecnologia Contra a Palavra?

Pois é, a palavra emudeceu nos lábios seus...
Foi-se o romantismo.
Acabou a chama acesa....
Basta-se apenas um tilintar de teclas.
Amores virtuais, nova geração.
Amigos que não se conhecem pessoalmente,
Embora presentes.
A tecnologia aproxima e separa.
Vende e compra.
Analisa, acusa ou defende.
Ensina além das salas de aula.
Mas não tem o charme de um livro em mãos.
Tampouco o calor de uma relação.
Já choramos e sorrimos atrás da tela.
Fizemos descobertas. ..
O mal não está em teclar:
O problema é fazer apenas isso!
Uma sociedade sem "olho no olho", está sendo construída.
Em toda parte há celulares frenéticos e seus usuários sem olhar para o lado.
Não notar "o outro, seu próximo"...
O diálogo natural se extingue dessa forma.
Comem com seus aparelhinhos do lado.
Atravessam as ruas, sem olhar semáforos.
Desse jeito que vai, infelizmente por falta de entendimento geral da população, se formará uma muda geração.



Nenhum texto alternativo automático disponível.



sábado, 11 de novembro de 2017

Dinâmica: Retoques - REPUBLICADA


Baseado em mais um vídeo, a nossa dinâmica dessa semana: Retoques




As opiniões:


Marcos José - Juiz de Paz

Vou deixar o meu depoimento aqui:
Continuo achando que as pessoas continuam muito fracas e sem nenhuma auto estima.
Sempre soubemos que as fotos comerciais são sempre manipuladas.
Fotos de modelos e artistas principalmente.
Sabemos que algumas pessoas tendem a auto depreciação, depressão e muitas das vezes põem a saúde em sérios riscos; Mas no meu ver, essas pessoas precisam de tratamento psicológico ou psiquiátrico, dependendo do grau de desequilíbrio em que estejam.
Na minha opinião, as fotos manipuladas podem até ter um comentário que são manipuladas, porém, seria pura redundância na minha opinião.
Digo que o problema não está nesse tipo de foto e, sim, dentro da cabeça das pessoas.


Fátima Abreu

Como Fátima Abreu é autora, e usa da imagem para promover suas obras literárias, retoca uma ou outra foto, geralmente usando filtros diferentes. Contudo, sem retirar as ruguinhas dos 53 anos.

Mas, simplesmente acho concordando com Marcos José, que quem quer mudar sua aparência, a ponto de fazer mal à própria saúde, realmente tem algum desequilíbrio que tem que ser tratado.

É natural que pessoas que estão na mídia e queiram apresentar-se bem, modifiquem suas fotos.
Então, está implícito que usam desses artifícios como um Photoshop por exemplo.
Agora, quem os vê sabe que usam disso. Então porque copiar coisas que não são reais?

Bem, acho demasiado essa iniciativa francesa.
Entretanto, posso compreender também; Pois, respeito o pensamento alternativo de cada pessoa, que dirá de países diferentes!

Realmente não gosto de saber que pessoas tomam base na vida das celebridades, para gerir seu modo de vida, sendo capazes de colocar em risco sua saúde.








J Davi Miguez

Se é questão de saúde pública, deveria ser proibido; Porque não vai ser uma frase que desviaria a beleza exposta.
Como todas as mulheres e alguns homens, se retocam diariamente para se sentir bem: Ou para estar de acordo com a empresa, ou ainda, para o companheiro(a), o sentido dessa frase se perderia.



[12:36, 5/11/2017] Lilian Furtado:

Sobre a nova lei na França que proíbe a divulgação de fotos manipuladas por Photoshop sem prévio aviso de que foram modificadas por recursos visuais.

A iniciativa é interessante e válida, ao partirmos do ponto de que ninguém é perfeito, e portanto, não faz sentido que as imagens na mídia transformem pessoas comuns em deuses e deusas da perfeição.

Os jovens na fase da adolescência por exemplo, são fortemente influenciados pela mídia que fica divulgando imagens distorcidas de ídolos e famosos, com suas imperfeições naturais retocadas;
E quanto às mulheres (especialmente as jovens), a acreditarem que podem atingir padrões de beleza inatingíveis, já que cada pessoa tem as suas próprias características naturais, levando muitas delas a adquirir doenças como anorexia e bulimia.
Creio que é importante mostrar que o importante é ser saudável, porém, sem fanatismo. Mostrar a realidade das pessoas como elas são de verdade, pois em muitas situações, as imagens mostradas são tão manipuladas que acabam retirando a verdadeira identidade de quem está divulgado ali.

É extremamente importante que se quebre essa ideia de que para se ser amado e se obter o sucesso, tem que se ter uma imagem perfeita, uma vez que todos sabemos que a perfeição não existe. Deveriam sim é implantar a ideia do amor próprio dentro da cabeça das pessoas, para que elas parem de cultuar e perseguir a obtenção da imagem de pessoas, geralmente famosos, acreditando que eles não tem defeitos.
Por isso, vejo como um avanço que se rompa com a imagem distorcida da realidade e sejam ao menos avisados os consumidores, de que as imagens foram manipuladas.



Carolina Miguez

Importante ressaltar que essa beleza adulterada não contribui apenas com o problema da anorexia. Mexe com a autoestima, e no cotidiano, muitas vezes acordamos em um dia não muito bom, e abrimos as redes sociais, aí se depara com um mundo "perfeito":
Com pessoas perfeitas, de vidas perfeitas... Começamos a entrar em um padrão de comparação, que acaba aprofundando o estado de negatividade.



Nandinha (Maria Fernanda Freitas)

Sobre a Dinâmica Retoques:
___Sou Nutricionista e tenho certeza que essa Indústria da Beleza e cosméticos, prejudicam sim, a estrutura de toda uma família. Vejo por aí comerciais de cremes e pilulas, sendo vendidas em 12 x no cartão, e prometendo #Milagres!
___Estou com uma paciente que é obsessiva/compulsiva ou seja, precisa de acompanhamento psiquiátrico e medicamentos, e os gastos são absurdos...
É da cabeça dela eu sei , mas sei também, que quando observamos fotos de modelos , acabamos por seguir nas redes sociais para quê?
Para sabermos  o que elas comem , vestem e se maquiam; E de certa forma, queremos sim, ser lindas!
Eu particularmente, não uso filtros e nem faço muitas fotos, mas, vejo no Play Store uma centena de programinhas gratuitos, em que posso puxar o culote, aumentar o bumbum, os seios...
 Ou seja, posso reformar meu corpo todo, em apenas alguns cliques! Com o tempo, me ver naquela imagem, e não mais me amar como eu realmente sou!
E fico preocupada com a velocidade que a mídia vende ilusões!
____Infelizmente, não basta colocar um aviso nas fotos que estão com filtros, mas, a conscientização desses Famosos deve ser urgente!
____Viva a vida, e se ame mais, porque todos somos lindos!










sexta-feira, 10 de novembro de 2017

No Café da Manhã... (poesia sensual)



A brisa fresca do amanhecer, bateu no corpo nu, arrepiando tudo...
Na varanda, a mesa do café posta.
Ele chegou e beijou-me os lábios.

Um toque sutil no meu ombro.
E já sentia os beijos parando no pescoço...
Outro arrepio intenso.
Larguei o livro que lia, e a xícara de café.
Virei-me, e o olhei bem dentro dos olhos.
Disse tudo nesse olhar...
Era a minha vontade louca de amar.

Nova brisa, novos beijos.
E o toque das pernas por debaixo da mesa.
Meus pés percorriam toda a extensão de sua perna.
Provoquei-o.
Ele sorriu prendendo o lábio inferior entre os dentes.
Num gesto todo seu.
Da mesma forma eu tenho o meu:
Mordi o canto dos lábios, sorri com os olhos.

Percorri com meus pequenos dedos, toda extensão das veias que corriam pelos seus braços.
Eu amava fazer aquilo.
Saber que o sangue passava por ali e estava quente; Claro, pelo desejo que eu lhe instigava.
Levantei-me, dando a volta por trás de sua cadeira.
Segurei os cabelos dele, levantando um pouco, e beijei-lhe a nuca.

Segui beijando sua orelha e penetrei a língua em seu ouvido.
Ele se virou, e novamente me beijou.
E foi ali mesmo, que tudo se deu.
Ao fim de tudo, eu estava dormente.
Coisas que só quem também já fez assim, sente...

Fátima Abreu
Fatuquinha

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

QUE SEJA DOCE

Que Seja Doce

Sempre haja com benevolência, gratidão e paciência.
Que ponha mel, em vez de fel na vida de outrem.
Que seja de paz o teu futuro, que seja o meu também.
Que a saúde seja restaurada, mesmo que ainda demorada...
É de esperanças que se vive.
Essa boa semente, que nosso Pai Maior nos deu de presente.

Bom dia a todos.
Fátima Fatuquinha Abreu

* imagem cedida pelo amigo Adilson Bonassa

VIAJEI- republicado



 COMBINAÇÃO MARAVILHOSA!
AMO OS DOIS CANTORES, AMO JAZZ!

DUETOS SÃO ENCONTROS DE ALMAS QUE COMPARTILHAM A MESMA
Essência...


 
Viajei
 
 
Viajei para um tempo que só ouvia falar:
 De lambretas, lenços no pescoço e inocência.
 Tempos de drive in, milk shake, e rock 'in roll.
De Elvis Presley em filmes no Havaí
 E de coisas que eu simplesmente adoraria assistir...
 
Viajei no pensamento.
 Coloquei a imaginação para funcionar e lá estava!
 E da mesma forma, num piscar de olhos, eu aqui retornava...
 
É que o pensamento voa, tão rápido quanto ele vem e vai.
 Coisas que a Física explica.
 Mas, que preferia que fosse como em um sonho:
 Que eu moldasse com o subconsciente, realizando a vontade de viajar para qualquer época e lugar...
 Como sopro de brisa que vem do mar.
 
 Fátima Abreu Fatuquinha
 
 
 
 
 

EU BRINQUEI COM AS ESTRELAS

Fiz um jogo com elas.
E a cada uma que eu pegava,
Subtraindo do breu do céu,

Uma nova esperança eu dava,
A quem quisesse ter em mãos, as estrelas para abrir seu coração...
É que as constelações são feitas de amor.
Obra de nosso Criador!
Eu brinquei com as estrelas, ainda que fosse numa linda fantasia...
Mas, elas estão lá ainda
Brilhantes no céu noturno.
Como lembranças de que um dia estiveram ali:
Em um momento passado, mas, que brilham como numa magia.
Você as vê, eu também.
E elas não mais existem!
Como explicar coisa tão incrível assim?
Para o poder de Deus, não há começo, meio e fim!
 
 


 

AINDA... republicado



Ainda que não entendam.
  Ainda que nós mesmos, não saibamos o porquê...
    Ainda assim, deve-se cuidar do outro, quando no sofrimento ou na felicidade.
No voo longe, ou com os pés firmes, em terra.
 Sonho faz parte da humanidade.

 Louco (a), quem diz?
 Basta saber apenas dosar
 E  não fugir da realidade...
 Ser dono (a), de sua vontade.

Ainda que do sonho não se queira sair, 
É aqui, em terreno firme, chão frio, nuvens no céu, 
Que se vive, mesmo em tempos que se amarga fel... 

FÁTIMA ABREU FATUQUINHA

domingo, 5 de novembro de 2017

Sabor de Vinho



Como no sabor do vinho, eu te saboreio.
Assim como entre lençóis.
A vontade é a mesma.
Na embriaguez dos sentidos,
Te sinto comigo.
Fico corada:
Rubra, como a rosa vermelha.
Querendo-te mais e mais...
Sim, você é o meu vinho.

Fátima Abreu

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Um trecho do livro 23

Trecho do novo livro:

Nascida em um outono. Era uma estação em que tudo lhe acontecia.
Ela saía disparada pela rua, como era seu costume. Sempre com pressa, parecendo que o mundo acabaria de um momento para outro.

Foi assim a vida inteira. Talvez, somente na infância não fora desse jeito:
Aquela fase da vida fora tranquila, apesar dos problemas de saúde, que volta e meia ela tinha.
Comia frutas tiradas do pé. Inventava brincadeiras no quintal. Criava seu mundinho de sonhos, para um futuro que lhe parecia bem distante ainda.

Lia tanto, que aos seis anos de idade, já usava óculos, por estar com a vista gasta!
Desenhava bonecas e modelos distintos de vestuário na cartolina, coloria e as recortava.
Era outro prazer (acho até que poderia usar outra palavra), pois, criava suas primeiras obras...

Fátima Fatuquinha Abreu

 

E QUE...


E QUE...

E que a vida se torne leve
E que o amor não seja breve.
E que a Paz seja plena....
E que a alma não seja pequena.
E que o sinal seja seguido.
E que no frio se tenha abrigo.
E que no verão o calor seja ameno.
E que todos estejam felizes!
Pois, é no pensamento que tudo se desenvolve...
Pense positivo e deixe com o Universo.
Ele se encarrega do resto.
Fatuquinha
Fátima Fatuquinha Abreu


domingo, 29 de outubro de 2017

Violência Doméstica- Dinâmica




Quando a vida conjugal e/ ou familiar, ultrapassa limites?
Quando o amor e o respeito se tornam um nada...
O conflito se transforma em guerra cotidiana, seja por palavras, ações, ou tormento psicológico.
Esse é o tema da nossa dinâmica do grupo IP, e tem convidados especiais.

Seguem as opiniões:

J. DAVI MIGUEZ

Eu não considero “Homens” aqueles que agridem –“Mulheres”- suas companheiras, e sim machistas que se acham, mas, na verdade eles são inseguros; Pois não satisfazem suas companheiras, e ficam com medo de perder sua propriedade – ELES SE CONSIDERAM DONOS – 
Por outro lado, como não tem argumentação, partem para a agressão.
Quando se refere a violência doméstica, eu não aceito que uma pessoa agrida a outra, em vez de conversar, porém, a tal lei da palmada acho ridícula. É fácil defendê-la quando  a pessoa tem uma babá para cuidar do filho.


ANGELA NUNO

Obrigada pelo convite! O vídeo chamou bastante a minha atenção.
Primeiro, achei interessante como um assunto tão delicado foi abordado de um jeito lúdico e de fácil compreensão.
Um tema que está em voga e quanto mais estiver, a sociedade pode combater regras machistas e que afetam diretamente a mulher.
O vídeo mostra o quanto a mulher sofre pressões e que a violência pode ser e na verdade é, também cometida sem marcas físicas, mas com marcas profundas que machucam, humilham e tolhem a mulher.
Que acordemos para a violência contra a mulher. Basta do machismo barato e da sensação que o homem tudo pode e deve. Sou mulher, quero respeito!



NANDINHA

[21:17, 23/10/2017] : Dinâmica sobre Violência:
Seja doméstica, moral, social e /ou controlar financeiramente, expor vida íntima, e forçar atos sexuais desagradáveis são casos previstos pela Lei Maria da Penha entre muitos outros!

__  Analiso da seguinte forma:
Não resolve denunciar apenas , pois a mesma mulher agredida vai retirar a ocorrência na primeira , segunda, e terceira vez; Até que a Delegada (se for sensata) vai orientar para uma ordem judicial que mantenha o agressor afastado por 500 metros , porém. uma arma de fogo, resolve esse problema ...

__ Mas, se for um "Amor" entre um Psicopata e uma Suicida , deve ser até bonito(!)
Ele diz: Sou capaz de matar por você!
Ela responde: Sou capaz de morrer por você!
Numa situação assim, o circulo é vicioso, e ambos, agressor e vítima,  são inocentes!
Observamos situações horríveis por aí e pensamos: "Que mulher boba, fica sofrendo a toa, é só denunciar e ponto final!
Mas infelizmente, o nosso sistema Governamental, ainda não pensou em tratá-los  como vítimas de distúrbio comportamental, cuidar como se fossem crianças que por algum motivo emocional, convivem socialmente como se não sofressem também!

__ Quero finalizar, afirmando que na minha família nunca houve violência, ao menos que tenham sido aquelas que ninguém sabia que se tratava de violência. Pois, sempre respeitamos as atitudes do outro, em especial quando se tratava de algum parente alcóolatra, que falava alto, ou batia nos móveis para chamar atenção! Na verdade, era só para isso.
 Eu mesma por ser muito intensa, ter o gênio forte, e sempre ser direta demais, cometo "Sincericídio" com meu próximo; Preciso de tratamento? Sim! Preciso cuidar mais de mim , vigiar meus atos  e minhas palavras, antes que isso vire hábito, depois um círculo vicioso, e me transforme numa agressora sem nem perceber...
Estaria criando um distúrbio comportamental, que no final, precisaria de ajuda profissional e farmacológica!

__ Um Beijooo  para todos que por aqui passarem, muita paz, luz e serenidade!
(Maria Fernanda )



PAULO DI MIGUEZ

(Enviou em áudio e aqui coloco o que foi dito):

Meu nome é Paulo Di Miguez, sou artista plástico, fotógrafo, poeta, pelo menos digo que sou, ou tento ser.
Eu não acredito em violência doméstica, violência é violência em qualquer lugar:
No trabalho, no meio da rua... Praticou,tem que ser punido, não tem essa coisa de ficar separando!
Sou radicalmente contra a Lei Maria da Penha.  Acho isso um absurdo. O camarada chega em casa bêbado, bate na mulher, tem que ter delegacia especial por  q fez isso... Não tem que estar separando...
Bateu na criança, no vizinho, cachorro, no gay,tem que ir para outras delegacias especializadas? Que palhaçada é essa? Fez qualquer tipo de lesão, tem que ser processado.
A mídia na atual conjuntura, que comanda isso, mandando e desmandando, agora está passando dos limites:
Os exemplos nas tevês da vida, os artistas de opinião formada sobre tudo... Não é nada disso!
Essa opiniãozinha de fulano, sicrano, não! Que seja cumprida a Lei e reajustada.
Agora, levando em consideração que a sacanagem vem de cima, dos Poderes, fica difícil o de baixo ser punido..

Gratidão, Namastê!



EU, FÁTIMA ABREU

Violência é tudo aquilo que agride uma pessoa.
Essa agressão pode ser psicológica, física e verbal. Também com ações indevidas.
Conheci algumas mulheres e filhos que sofreram todos esses tipos de agressões.
Infelizmente, a maioria demorava a tomar uma decisão ou simplesmente não fazia isso...
Acho que o incentivo de quem está de fora é muito importante para a pessoa envolvida resolver essa questão grave.
Há dias atrás parabenizei uma amiga por ter finalmente saído de casa, já que a situação em que vivia com o esposo, estava insustentável. Muitas vezes esperar que ele saia, pode significar uma eternidade...
Melhor se cobrir de coragem, e sair.
Nunca sofri violência física de marido ou companheiro, entretanto, psicológica, sim.
E dei um basta. Porque ninguém merece viver sob tensão o resto da vida.
O gosto da liberdade e da paz de espírito é algo indescritível!
Que libertem-se todas as rosas, e que os cravos repensem suas atitudes!


DELONIR CAVALHEIRO

Como falar da violência  doméstica?
Essa monstruosidade está presente de forma velada em muitos lares.
Que entendam:
Violência doméstica não é apenas agressão física.
Também é a agressão psicológica e moral.
Sendo que as agressões morais e psicológicas as mais difíceis de serem percebidas.
Ocorrem no claustro do chamado lar. A violência doméstica não ocorre apenas entre marido e mulher. Ela acontece também de pais para filhos.
De filhos para pais e de qualquer membro familiar a ser subjugado por outrem.
Violência doméstica. Seja qual for o tipo, é a maior covardia.
Pois, alguém prega sua força e impinge sua vontade, subjugando os mais fracos.
Temos muitas leis para impedir essa abominação.
Quem é vítima de abuso deve denunciar para se proteger.
Utilize o disk 100. A denúncia é anônima. Não seja cúmplice.
Se você conhece casos de abuso e violência doméstica, use esse número denunciando.
Nesse assunto, todos devemos meter a colher sim.


LÍLIAN FURTADO


[15:46, 28/10/2017] : A respeito da violência doméstica, infelizmente convivi bastante com ela durante toda a minha infância e inicio da adolescência.
Vou contar-lhes parte de minha história:

Meu pai e minha mãe viveram várias situações destas dentro de casa. Não sei como começou mas, infelizmente sei onde terminou.
Ele oprimia a minha mãe física e psicologicamente quase que diariamente, pelos motivos mais fúteis possíveis, digamos assim.
E aos poucos, ela foi deixando de lado os afazeres domésticos e se trancou em um mundo só dela. Começou a desencadear manias e toques, até ficar gravemente doente (e nós os filhos, até mesmo por desconhecimento, não conseguimos ajudá-la da forma adequada).

Creio que tudo isso começou quando a cabeça dela começou a absorver as constantes reclamações do meu pai (que cobrava dela o papel de mulher e dona da casa). Todavia foi ele mesmo quem reduziu esse papel na vida dela com a sua dureza e brutalidade!

 Não. Meu pai não é um monstro, e devo dizer que ele hoje é outra pessoa: Bem mais dócil do que era mas, se comportou como se fosse, com a minha mãe.
Eram brigas diárias, desde meras reclamações, até agressões físicas graves; Isso todos os dias, fazendo ela desgostar totalmente de viver.

Faz 24 anos que ela se foi, diagnosticada com esclerose múltipla; Entretanto, o que a matou mesmo e aos pouquinhos, foi sem duvida os maus tratos e os dissabores da vida conjugal.
Meu pai errou e muito, porém, creio que aprendeu com os próprios erros.

O agressor pode mudar sim (se ele quiser), mas, a vitima jamais se livra das sequelas e cicatrizes de uma relação de opressão e humilhação a qual foi submetida.

O que penso é que se fosse hoje, seria muito provável que minha mãe não denunciasse meu pai por medo, vergonha ou amor mesmo (sim, ela o amou ate o fim).

Contudo, certamente ele repensaria seus atos antes de executá-los.
A violência doméstica é bem mais ampla do que a física, pois a dor psíquica provocada pelas constantes humilhações, vai reduzindo a personalidade da mulher: Pois essa, sofre com a violência a tal ponto, que ela mesma acredita ser a culpada pelo próprio sofrimento.

Felizmente, hoje temos o disk denúncia. Sendo que a violência contra o gênero pode e deve ser denunciada por quem dela tomar conhecimento. Denunciem! Não se calem diante de nenhum tipo de violência.
Não a banalize!


CAROLINA MIGUEZ


A violência psicológica deixa  marcas  profundas nas pessoas. E muitas vezes, as que sofrem esse tipo de violência, nem sabem que estão sendo violentadas e acreditam nas palavras ofensivas do agressor,  provocando danos psicológicos graves, e muita das vezes, não conseguem sair dessa situação sem ajuda de outras pessoas.













sábado, 28 de outubro de 2017

Liricamente Falando

 

Era uma vez, ou seria “Agora é a vez?”

Uma mulher sofrida e mesmo assim, alegre.

Não se deixava abater pelas intempéries da vida.

Chorava e ria com a mesma intensidade.

Tinha sentimentos dúbios essa era a verdade...

Gostava de cantar, escrever, dançar, pintar desenhar, e até atuar, era bem teatral até quando lia... Sim, sua vida era uma Arte alternativa, que só os mais próximos conheciam.

Precisou de muitos anos para cada detalhe fosse saboreado, em sua devida época.

O teatro, entrou nesse contexto, na pré adolescência, assim como, a dança entrou sem pedir licença.

Depois veio a pintura em tela, sem moldura.

Seguiu-se a pintura em gesso, de estátuas que lembravam tempos idos:

Da Grécia sua primeira paixão, para depois pintar casais de beduínos do quente deserto que aqui lembra o sertão.

Desenhava no papel, tela ou tecido. Gostava disso.

Era um prazer à parte. Pois, nessa época despertava a libido.

Por último veio a escrita lírica e também em prosa. Falava de guerras internas e rosas.

A cantoria veio bem depois. Não sabia também que podia... Embora, uma nota ou outra desafinasse, era pela asma que tinha.

Mas no geral era boa e doce sua voz. E encantava uma ou outra pessoa, que ouvia suas gravações; Fosse em poesias ou canções.

E assim, vivia fazendo da Arte sua grande válvula de escape...

Sonhos, tinha vários: Um fora realizado, mas, o principal, até aquele momento ainda não havia conseguido.

 

Estava perto e não sabia. Aqui começa o romance.

Eu, eu também, nós e você


 

Por: Fátima Abreu Fatuquinha

Maricá RJ, Outubro de 2017



CONTINUA NO NOVO LIVRO EM PRODUÇÃO...

 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

DECLARAÇÃO

 
Eu declaro o que sinto.
Não pensei que daria nisso.
Algo que brotou nem sei em que momento.
Tampouco torci para isso...
 
Pois, meu coração andava fechado para a paixão.
 Depois de tantas tempestades, natural que fosse assim...
 Mas, é na tua calmaria, bonança, que encontrei outra vez a força desse sentimento.
E é tão bom esse sentir, que me alimenta por dentro.
Fatuquinha
 
 

domingo, 22 de outubro de 2017

Quando Amor Chega


Você é o vinho que embriaga e aquece meu corpo e me transporta para um mundo mágico onde só existe nós dois.
E cada vez, essa bebida mansa, fica com sabor melhor...
 
Lembrando brindes em que se falava sobre prazer, eu fecho os olhos e imagino (quando estou sozinha), ficar novamente com você...
Nesses momentos, a única coisa que penso é em o quanto me faz feliz!
Sempre tua Fátima, aquela a quem chama de Imperatriz...
 
FÁTIMA ABREU





sábado, 21 de outubro de 2017

ROSA LIBERTA-republicado



Habito em novo local:
do zero, eu recomeço,
tentando levar uma vida normal.

Não sei se sou mais forte agora...
ainda sensível me encontro,
só sei que a atitude me consola.

Sou uma nau a procura de um cais seguro.
sou o frio, esperando o cobertor.
sou a esperança de um novo futuro...

Alcanço enfim, um voo maior:
a liberdade sonhada,
por tempos almejada.

Sou tristeza contida.
entretanto, rosa liberta!
sem corrente, sem ferida.

Apenas um nó desfeito,
e um olhar de compreensão,
de que tudo nessa vida, tem uma razão.

Fátima Abreu

Rosas Acorrentadas 2-republicado

 


As rosas continuam acorrentadas.
Presas, sem saber quando terão liberdade.
Embrulhadas em papel apertado.
Com laço e tudo! Contra suas vontades.
Já para que não respirem...

Rosas sufocadas pelos cravos.
Antigos parceiros de jardim.
Tornaram-se algozes
Pobres rosas acorrentadas!
Emudeceram suas vozes.

Fátima Abreu


ROSAS ACORRENTADAS 1-republicado



ROSAS PEDINDO LIBERDADE!

O ORVALHO NÃO É MAIS COMPANHEIRO

DESDE QUE FORAM PELA MANHÃ, COLHIDAS

TORNARAM-SE PRESAS


VÍTIMAS DAS CORRENTES


UM DOCE BUQUÊ, NÃO PODE ASSIM SE MANTER...


LIBERDADE PARA AS ROSAS!

E QUE CAÍAM SOBRE ELAS,

O ODOR FORTE

DO CAMPO, 

ONDE FORAM 

TÃO TRISTEMENTE SUBTRAÍDAS...

ROSAS, SÃO MULHERES


QUE QUEREM DAR UM BASTA,


REPRESENTADAS PELA SUAVIDADE

DO BUQUÊ

E QUE DIGAM NÃO, À VIOLÊNCIA! 

QUE AS CORRENTES SE QUEBREM,

DEIXANDO CADA BOTÃO CRESCER...

FÁTIMA ABREU


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Transe EM DUETO


E quando eu falar de sexo, é a você que me refiro:
Teu sexo me preenche, me torna plena dos meus desejos e fantasias.
Tua boca na minha a explorar as línguas que se tocam com vontade e provocando meu êxtase.
Teu corpo sobre o meu, e tocando minha pele, com dedos hábeis e servis...
Realizando minhas vontades, e eu, as suas.
Troca mútua e justa.
Eu, você,  nossa cama, e a vontade louca, (que nunca cessa) de recomeçar tudo!
Nos orgasmos múltiplos que me provoca, sabe que no fundo, eu sou sua refém; e não a dominadora, que te orienta...
Mas, nesse transe a que nos detemos, é que sentimos a libido desperta.
Eu aqui, sempre e sempre me encontro com as portas abertas...
Entre a hora que quiser, e me faça sempre a tua mulher.

Fátima Abreu Fatuquinha


Nada seria possível se não fosse o Viagra (natural e especial), minha Imperatriz do Sexo, que cada vez que uso, mais quero usar, no  círculo vicioso de tesão e prazer.
O seu prazer é meu estimulo, para lhe provocar ainda mais prazer, até o nosso esgotamento total! Coisa que não é muito comum acontecer, pois, você é a chama que não se apaga, e eu, seu combustível.

JDM

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

COM TODA FORÇA



Amor não se explica, acontece!
E entramos COM TODA FORÇA por dentro dele...
Amor não se compara. Cada um é do seu jeito.
Amor gruda enquanto durar.
O coração é a ferramenta.
A paixão é o estímulo.
E a libido é fome e sede despertas...

Fátima Abreu

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dinâmica: Cura Gay?

Dinâmica do fim de semana passado (do meu grupo Ip), mas, que devido ao feriadão, somente eu e Lílian Furtado fizemos.

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Falando sobre o tema...

Eu, Fátima Abreu

A tal "Cura Gay":

Eu não consigo entender que outras pessoas possam decidir se uma coisa é certa ou errada para os demais. Citam livros religiosos. Tudo bem, desde que a pessoa envolvida no problema, siga essa ou aquela religião.
Caso contrário, o que serve para um, pode não servir para outro, essa é a verdadeira questão.

Já pela ótica espiritualista, posso dizer também:
A tendência para a homossexualidade pode estar já no espírito que venha a encarnar.  Isso não é uma doença, pelo amor de Deus! Pode ser apenas uma escolha pessoal ou uma tendência do indivíduo desde jovem.
Doença da alma então? Claro que não! Encarnamos inúmeras vezes, cada vez de um jeito: No sexo, nação, raça, religião, caráter, situação financeira, saudável ou não, etc.
 Muitas vezes até viemos num corpo com o sexo que não queríamos, e é essa talvez, seja a primícia da homossexualidade.
Agora, viver num corpo que se rejeita, aí sim, pode ser algo a tentar um tratamento... Entretanto, somente o individuo pode decidir se quer ou não, algum apoio psicológico!

Acho que cada um segue aquilo que quiser, desde que não faça mal a outrem.

 Isso tudo somente torna-se um dilema, se o restante das pessoas pintar o quadro dessa maneira e então, você achar que precisa de tratamento. 

Ora bolas! Quem é dono do seu corpo e da sua mente? Você ou a sociedade?
 Você se mete nos assuntos alheios? Da mesma forma, quer respeito igual.
 Não deve-se parabenizar este ou aquele comportamento, porém, deve-se respeitar cada ser humano, como indivíduo dentro as sociedade, como gostaríamos que fizessem conosco.
Pôr-se no lugar do outro, ainda é a melhor resposta para questionamentos desse tipo.
Não julgueis!


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Lílian Furtado

Sobre a "Cura Gay":
A minha opinião, é que se trata de um equívoco muito grande, tratar as orientações sexuais diferentes como uma doença. Não é que a pessoa que sofre com a sua condição não possa buscar tratamento médico e psicológico, mas, a sua orientação não pode ser imposta pelo Estado e sociedade.

O que o Estado deve fazer, é possibilitar que todos os que sofrem com essa condição, obtenham apoio psicológico para que possam resistir ao preconceito e a discriminação, sem deixar de serem quem são.

Não deve haver imposição do  Estado / sociedade nas suas escolhas de vida.
Por isso, a intervenção jurídica foi um equívoco e gerou mais polêmica e discordância, entre aqueles que querem seguir a sua orientação sexual, e aqueles que acreditam ser possível com a ajuda psicológica, que isso possa vir a ser modificado, de acordo com a vontade do indivíduo.
Eu particularmente, creio que se trata de uma condição humana. ou mutação genética talvez, menos uma doença a ser diagnosticada.
O que deve ser tratado sem sombra de dúvida, é toda forma de preconceito e intolerância!

Infância

Infância
 
Nos meus tempos de menina, eu era serena.
Ainda via o mundo cor de rosa.
E me deixava ser levada pelos desenhos e filmes que na TV passava...
Olhava as nuvens no céu, querendo achar anjos.
Imaginava poderes fantásticos, em que podia tudo fazer.
Brincava de casinha, pique, professora... Amava ler.
Corria solta pelo quintal dos meus avós, a toda hora.
Quando chovia, eu ficava da janela, só escutando a água caindo e gostava disso.
Hoje, já nem tanto:
São acordes que relembram pranto...
Era feliz, apesar do corpo frágil.
Tinha olhos que brilhavam, contemplando o luar.
Fazia desenhos e bonecas de papel para brincar.
 
Fatuquinha
 
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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

FRANCISCO DE TODA PARTE- republicado




A  jovem era uma rebelde sem causa, acabara de sair da adolescência, fase difícil, quando os hormônios mandam mais no corpo do que a razão...

Caminhava pela estrada encolhida pelo frio e chuva. Não tinha ideia aonde estava naquele momento, tinha sido deixada ali, após um sequestro relâmpago no estacionamento do shopping center.
Horas antes havia se divertido muito com a sua turma do primeiro semestre da faculdade.
Resolveu pegar a moto e ir embora antes que a cerveja a deixasse sem controle da visão ou do equilíbrio...
Despediu-se então da turma e seguia para o estacionamento, quando alguém a abordou pelas costas, e ela conseguiu sentir a lâmina roçando em sua carne...
Ele sussurrou baixinho ao ouvido:
- Quietinha garota! Agora sobe normalmente e vamos embora...
Ela obedeceu sem tentar olhar o rosto do seu agressor.

Virou a chave e ele subiu em seguida, segurando a jovem pela cintura. Ele ainda com a faca ameaçadora apontando para suas costas, por baixo da jaqueta.

Saíram dali sem chamar atenção. Pareciam apenas namorados.

Já em certa altura, ele pediu que ela lhe desse a bolsa para ver se tinha cartão de banco ou dinheiro.
Encontrou apenas dinheiro e um celular de última geração que deveria lhe render um bom dinheiro...
Então ele pegou o que realmente interessava, e enfiou no bolso da calça jeans surrada, e rasgada na altura do joelhos.
Depois disso, pediu que ela parasse e descesse ali, no acostamento da estrada que levava à Vargem Grande.
Ela obedeceu sem abrir a boca para reclamar: Naquele momento,  a rebeldia foi calada...
O delinquente então, tomou seu lugar na moto, e virou-se para a jovem dizendo:
 - Bonitinha como é, logo tem gente te dando carona.
Ela segurou um palavrão, que chegou a vir na ponta da língua... Mas, as poucas aulas de psicologia que recebera, ajudaram naquele momento.

A boca que muitas vezes respondia seus pais em casa, fechou-se num mudo nervosismo...
Ele saiu rindo da cara dela.
A moça "bonitinha" não achava que ali, aquela hora da noite, numa estrada escura, tivesse a chance de alguém socorrê-la...
Colocou a mão na jaqueta, ainda com um impulso involuntário de pegar o celular para ligar para seus pais... Sempre o levava rente ao corpo, por que dessa vez, teve que colocá-lo na bolsa?
Balançou  a cabeça achando-se uma tola, com tal pensamento: Seria óbvio que ele acharia o celular de um jeito ou de outro... Nem que tivesse que apalpá-la para isso.

Seguia de cabeça baixa, olhando o chão molhado, e sem muita esperança de algum carro passar por aquele atalho... 
Era uma estrada pouco usada, só conhecida pelos moradores do local.

Foi assim desanimada, e sem prestar atenção em nada além da imensidão que aparecia em sua frente, que uma pickup apareceu com faróis altos. Ela então saiu daquele quase "transe" em que estava, para bloquear o desespero e a vontade de chorar...

Um homem dos seus 40 anos aproximadamente, parou com o carro e falou abrindo o vidro:
- Menina, o que te aconteceu para estar aqui só, pegando essa chuva, nessa estrada quase sem iluminação?

Ela olhou já com uma lágrima descendo pelo rosto, e respondeu:
- Acabei de passar por um desses "sequestros relâmpagos"... Pode me dar uma carona para sair daqui?
- Venha, entre logo, antes que pegue uma pneumonia! Deixo você em casa ou numa delegacia?
- Em minha casa, tudo que eu quero agora, é um banho morno e minha cama... Pela manhã dou queixa.

 O homem nada disse, e apenas destrancou  a porta para que ela entrasse e a levou para casa. 
Seguia um itinerário que não era o seu realmente, só para poder ajudar aquela jovem: Pensava que poderia ser uma filha, sobrinha, que pudesse estar nessa situação, e agradeceria à Deus ,se alguém tivesse a mesma atitude...
Ao deparar com a porta do edifício onde morava, ela desceu do carro, e disse virando-se para o homem:
- Eu estava tão preocupada comigo mesma, que não perguntei o seu nome...
- Meu nome é Francisco. E o seu?
- Meu nome é Madalena, mas me chamam apenas de Lena... Obrigada pela carona, do fundo do coração! Como posso ajudá-lo, retribuir esse grande favor? Talvez  uma ajuda...
- Não quero nada, Lena, fiz porque se fosse alguém da minha família, na mesma situação, iria agradecer muito se ajudassem da mesma forma. Mas, você pode retribuir um favor a outra pessoa, isso se chama "CORRENTE DO BEM". Já ouviu falar?
- Não, só em filme...
- Então, ponha em prática na vida real a partir de agora, e em breve essa corrente pode chegar até o outro lado do mundo!
- Sim, farei isso! Obrigada mais uma vez... Chico.

Ele sorriu, percebendo que ali começava uma nova perspectiva de vida... Apertou a mão da moça, e disse:
- Diga ao seu pai para lembrar do dia quatro de outubro.

A jovem estranhou, mas, fez que sim com a cabeça. 
"Ah, deveria ser porque hoje era esse dia, e ele teria de lembrar..."
Quando Lena fechou a portaria do prédio, deu mais uma olhada pelo vidro, e não viu mais a pickup.
Chico deveria estar com muita pressa mesmo... Afinal, tinha saído do seu caminho para levá-la até ali.

Ao entrar em casa, ela relatou tudo aos pais. E por último, deu o recado que Chico havia pedido...
O pai imediatamente ficou aturdido. Lena e a mãe notaram a mudança de expressão no rosto do homem.
A mãe dela, então perguntou:
- Mas, o que foi homem?
- Foi exatamente há um ano, que passei por essa mesma estrada, e atropelei um cãozinho que atravessava... Nunca contei por esquecimento talvez, sei lá...  Fato que não me importei, e segui sem parar para ver se ele ainda vivia...
 Lena então disse ao pai:
- Eu estranhei tudo isso... Mas, vou fazer o que ele me pediu, retribuir um favor a outra pessoa.

 A mãe disse:
 - Faz muito bem, minha filha.
 Foram todos deitar, entretanto, Lena mesmo depois do banho morno e relaxante de banheira, e estando em sua cama, não conseguia dormir...
Foi até a janela olhar a rua, e do alto do quinto andar, viu uma figura vestida como um monge. Ele tirou o capuz sobre a cabeça, e acenou exatamente para a janela, como se soubesse que ela estava ali...

Não conseguia identificar quem era, mas, de uma coisa sabia: 
Teria que seguir os sinais.
A Corrente do Bem recomeçava...


Fátima Abreu Fatuquinha